jueves, enero 12, 2006

Dos de Apolonio de Almeida Prado Hilst

Cançao do desejo irrealizável e indefinido

Cançao do desejo irrealizável e indefinido
Canto de vozes distantes,
O meu desejo murmura
As confissoes de loucura
dos amantes...
Estranhas, doridas vozes!
Estao em mim ou no vento?
Os invisíveis algozes
do sentimento.
O clamor do meu desejo
vem de longe, vem do fundo,
vem do universal cortejo
dos que sobraram no mundo...
Vem do chômage ou do ghetto,
Surdo marulho medohno
dos sem trabalho do sonho,
desocupados do afeto...
Maré montante de vazas
onde em confusa cohorte,
bóiam os corpos sem asas
dos que têm fome do sorte.
Vem dos desastres, do anseio
das coisas nunca alcançadas;
de tudo o que fica em meio,
das renúncias obrigadas.
Cançao de cativos, rouca,
rouca e afogada em absinto;
antes de atingir a boca
morta na noite do instinto.
Cantiga longínqua, vaga,
mais sentida do que ouvida,
murmúrio, soluçou ou praga
que sobe da própia vida.


A perfeiçao é a morte

A perfeiçao é a morte. Nao será isso a mais dolorosa certeza da nossa imortalidade?



(disculpar la falta de tildes)

4 Comments:

Blogger HL said...

Dorada de Villa...este blog te extraña...aón tas?

1:20 a.m., enero 12, 2006  
Blogger Élika said...

te extraño amiga. sigue en pie lo de cuerna eh. let me know

12:43 a.m., enero 14, 2006  
Blogger HL said...

Gracias a Locombiana por volver a esta su casa!! Seguimos con la Histeria querida, allá en sept... y si todavía andás por acá, ya sabes que hay una invitación pendiente. Un abrazo fuerte fuerte de año nuevo.

12:55 a.m., enero 14, 2006  
Blogger HL said...

Ely, me urgen unas vacas pero todavía no sé si serán en Mazunte o por acá...La playita me llama y yo imploro tiempo para largarme pa yá. Of course you guys are very invited to join me!!!

1:01 a.m., enero 14, 2006  

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